O governo israelita aprovou a convocatória de 40 mil militares na reserva para a operação «Limite Protetor», contra o Hamas, em Gaza.

Nas últimas 24 horas, pelo menos 21 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas na sequência dos primeiros bombardeamentos da aviação israelita.

Foram lançados 130 rockets sobre o sul de Israel nas últimas horas e o sistema antimíssil já intercetou pelo menos um rocket perto de Telavive. Três fortes explosões abalaram esta terça-feira à noite a cidade israelita de Jerusalém, pouco após soarem as sirenes antiaéreas, informaram os correspondentes da agência noticiosa AFP na cidade.

As sirenes soaram cerca das 20:00 (hora de Lisboa) e pelo menos quatro clarões iluminaram o céu a sudoeste da cidade. Não há, para já, notícia de mortos ou feridos em território israelita.

1500 militares israelitas já estão a dar apoio na fronteira, embora o trabalho esteja a ser feito por enquanto apenas pela força aérea. Dezenas de alvos já foram atingidos.

Num raide militar, quatro militantes da fação armada do movimento islâmico Hamas entraram por mar no território israelita e atacaram uma base do Exército a norte de Gaza, mas foram todos mortos, tendo ferido um soldado israelita.

O objetivo da operação é recordar o papel dissuasor da força do Estado de Israel e parar os rockets que estão a ser lançados da Faixa de Gaza pelas diferentes fações palestinianas.

O Hamas diz que não vai baixar os braços e usou da mais forte retórica para dizer que nenhum israelita está a salvo. Num vídeo divulgado na internet, o braço-armado do grupo exibe uma maior capacidade militar com rockets de longo alcance e diz ser capaz de atingir alvos tão longínquos como os colonatos judeus na Cisjordânia.

O Egito e a Jordânia apelaram a Israel e ao Hamas para conterem a violência na faixa de Gaza e pouparem os civis neste conflito.

O Governo egípcio divulgou uma nota, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, na qual pediu o cessar da violência na região, manifestando «preocupação profunda» pela escalada que se tem vindo a verificar nos territórios palestinianos nas últimas horas.

A diplomacia egípcia também instou a comunidade internacional a promover ações para deter o conflito e assumir responsabilidade «em não ter feito esforços necessários para conseguir uma solução para a causa palestiniana».

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros jordano, Naser Yudeh, urgiu Israel a deter «imediatamente» a operação militar na faixa de Gaza, que qualificou de «muito perigosa».

O membro do Governo jordano sublinhou a necessidade de respeitar o direito internacional humanitário, que proíbe ataques a civis.