Um tribunal de Nova Iorque desconsiderou na sexta-feira uma queixa apresentada contra a ONU pela sua alegada responsabilidade na epidemia de cólera que assolou o Haiti em 2010 e confirmou a imunidade da organização internacional.

O caso foi apresentado por vítimas da epidemia que deixou, em 2010, 8.500 mortos entre os 700.000 infetados.

A acusação defendia que a epidemia teve origem nos resíduos fecais do contingente nepalês destacado na missão da ONU no Haiti.

A queixa judicial foi apresentada contra a ONU, contra a missão no Haiti, contra o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, e contra o líder do contingente no Haiti, Edmond Mulet.

Na decisão, o juiz Paul Oetken defendeu que os acusados possuem imunidade.

«Em consequência, o caso é desconsiderado por falta de jurisdição», escreveu.

A acusação sustentava que os elementos do contingente nepalês foram enviados para o Haiti sem serem realizados exames médicos de cólera, uma doença endémica no país, e com a qual alguns elementos estavam infetados.

A ONU não esteve representada em tribunal, mas representantes dos Estados Unidos marcaram presença alegando a todo o momento a imunidade da organização.