O primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegn, declarou, neste domingo, o estado de emergência para o país depois de meses de violentos protestos antigovernamentais.

O estado de emergência foi declarado após uma discussão no Conselho de Ministros sobre a perda de vidas e danos materiais registados no país”, declarou o governante, sublinhando que, com esta decisão, se “coloca a segurança dos cidadãos em primeiro lugar”.

Segundo Hailemariam Desalegn, o executivo quer acabar com os estragos nas infraestruturas, centros de saúde e edifícios administrativos e da Justiça.

A Etiópia tem vivido em clima de grande contestação, liderada pelos grupos étnicos dominantes Oromo e Amhara, que se dizem marginalizados pelo atual Governo.