Poucos dias depois da morte trágica de Jorg Haider, o polémico líder austríaco de extrema-direita, surgem pormenores sobre a vida privada. Uma entrevista do seu sucessor, Stefan Petzner, está a chocar os conservadores do país, pois declarou que tinha um «relacionamento especial» com o colega, relata o «The Guardian».

Petzner, de 27 anos, entretanto confirmado o novo líder da Aliança para o Futuro da Áustria (BZO), admitiu à rádio ORF que era amante de Haider. O partido ainda tentou evitar a emissão da entrevista, mas a empresa não permitiu a censura e lançou as polémicas declarações para o ar.

Stefan, que conheceu Haider há cinco anos, admitiu que sentia uma «atracção magnética» pelo político e a única grande dúvida era a diferença de idades, uma vez que Haider tinha 58 anos: «Tínhamos uma relação que ia muito além da amizade. Estávamos ligados por algo realmente especial. Era o homem da minha vida».

Trata-se de mais um pormenor surpreendente relativo à vida do ex-líder político. Primeiro, porque ficou a saber-se que apresentava taxas elevadas de álcool no sangue no momento do acidente fatal, contrariando a imagem de que era homem de família e bebia moderadamente; agora, a revelação de que era homossexual.