A operação para a reconquista da cidade iraquiana de Mossul ao Estado Islâmico já teve início, anunciou o primeiro-ministro do Iraque, neste domingo.

O tempo da vitória chegou e as operações para libertar Mossul começaram. Hoje declaro o início dessas operações vitoriosas para libertar-vos da violência e do terrorismo do Daesh", afirmou Haider al-Abadi, numa declaração transmitida pela estação televisiva iraquiana Iraqiya.

Milhares de combatentes curdos (peshmerga) estão a tomar posições em localidades no leste de Mossul enquadrados nesta operação.

Em Khazir, a operação conta com a participação de mais de quatro mil peshmerga, que tentam, a partir de três frentes, expulsar o Estado Islâmico das povoações”, adiantou o general que comanda as forças curdas através de um comunicado.

A ofensiva contra Mossul é coordenada pelas forças iraquianas, apoiadas pelos aviões de combate da coligação liderada pelos Estados Unidos.

O secretário da Defesa norte-americana, Ash Carter, disse que a reconquista de Mossul, que tem sido o principal reduto do Estado Islâmico no Iraque, é decisiva para derrotar o grupo terrorista.

"Este é um momento decisivo na campanha para aplicar a última derrota" aos extremistas do Estado Islâmico, indicou Carter, em comunicado.

Carter manifesta confiança em que os aliados iraquianos dos EUA vençam o "inimigo comum e libertem Mossul e o resto do Iraque" do "ódio e brutalidade" do Estado Islâmico.

Noutro âmbito, as Nações Unidas manifestaram preocupação com a segurança da população de Mossul, onde estão 1,5 milhões de civis, na sequência do anúncio da operação.

Estou extremamente preocupado com a segurança de cerca de 1,5 milhões de pessoas que vivem em Mossul, que podem ser afetadas pelas operações militares para a reconquista a cidade", assumiu Stephan O'Brien, secretário-geral adjunto das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários.

"As famílias estão expostas a um risco extremo de serem apanhadas entre dois fogos ou de serem alvo de atiradores", alertou ainda.