Depois de reconquistar a cidade de Ramadi ao autoproclamado Estado Islâmico, os líderes iraquianos dizem estar agora de olho num “prémio” ainda maior: Mosul.

As forças iraquianas expulsaram os jihadistas do coração de Ramadi, depois de o grupo extremista sunita ter tomado a cidade em maio, num revés humilhante para o Governo iraquiano e para a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos da América.

De acordo com líderes tribais locais, citados pela CNN, o Estado Islâmico ainda tem focos significativos de resistência em Ramadi, controlando cerca de 25% da cidade na terça-feira. Mas isso não impediu o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, de visitar a cidade destruída e hastear a bandeira nacional.

No próximo ano, "será o ano em que expulsaremos o Estado Islâmico do Iraque", declarou o governante.


Como os esforços para “limpar” Ramadi do Estado Islâmico ainda devem demorar semanas, a afirmação de Haider al-Abadi parece ousada, diz a CNN, especialmente tendo em conta o hábito que os jihadistas têm de se esconder entre as populações locais.

Recuperar Mosul, a segunda maior cidade do Iraque, será um passo crucial na tentativa de alcançar o ambicioso objetivo de Haider al-Abadi.

Mosul, uma cidade com mais de um milhão de pessoas e localizada a cerca de 400 quilómetros a norte de Bagdad, foi tomada pelo Estado Islâmico em junho de 2014. Nessa altura, as forças de segurança iraquianas a retiraram em massa da cidade, numa derrota impressionante que realçou a rápida expansão do Estado Islâmico.

As autoridades norte-americanas parecem mais cautelosas do que os homólogos iraquianos sobre a real dimensão do desafio que é reconquistar Mosul.

“Mosul é diferente de Ramadi, é uma grande, grande, grande cidade e vai ser preciso muito esforço", afirmou o coronel Steve Warren, porta-voz da coligação internacional liderada pelos EUA.

"Vai ser necessário mais treino, vai ser necessário mais equipamento e vai ser necessário ter paciência, acrescentou.