O movimento Anonymous divulgou, esta quinta-feira, a identidade de cerca de 1.000 membros do Ku Klux Klan (KKK), a histórica organização associada ao racismo e supremacia da raça branca que tem alguns milhares de membros atualmente, mas chegou a ter milhões na década de 20.

Os Anonymous tinham ameaçado divulgar os nomes no mês passado, depois de terem conseguido infiltrar-se em contas associadas ao KKK nas redes sociais.
 
A lista “oficial” divulgada pelos “hacktivistas” foi alterada, e alguns nomes retirados para futura investigação, alguns dias depois de alguns políticos terem negado a sua autenticidade.

Na página oficial da divulgação, os Anonymous, que, entre outros direitos, lutam pela liberdade de expressão, escreveram que este ataque não foi baseado nos ideais associados ao grupo, mas pelas ações de algumas células, que não estão longe do ”terrorismo”.

“Este grupo geralmente opõem-se aos relacionamentos inter-raciais, à homossexualidade e à imigração ilegal e historicamente tem expressado esta ideologia através de atos terroristas. Queremos que fique claro: esta operação não tem a ver com os ideais dos membros do KKK. [A operação] diz respeito ao comportamento de membros de algumas células do KKK que roça o terrorismo.”


Os “hacktivistas” acrescentam que com esta divulgação esperam despertar o “diálogo construtivo” sobre o problema do racismo na sociedade.
 
“Esperamos que a operação KKK venha, em parte, despertar um diálogo construtivo sobre a raça, o racismo, o terror racial e a liberdade de expressão, para além do grupo. (…) A realidade é que o racismo não usa um capuz, mas está na nossa cultura a todos os níveis. Parte da razão para que tenhamos removido os capuzes destes indivíduos não se prendeu com revelar as suas identidades, mas sim pelo que os capuzes simbolizam na nossa sociedade a uma escala maior.”