Mais de 115 mil pessoas já morreram desde que começou o conflito sírio, há dois anos e meio. Cifras negras divulgadas esta terça-feira pelo Observatório dos Direitos Humanos Sírio, citado pela Reuters.

O conflito que opõe as forças leais ao presidente Bashar al-Assad aos rebeldes já causou 47 mil baixas do lado do regime e 23 mil da parte da oposição.

A estes somem-se os 41 mil civis que já perderam a vida. De entre as vítimas, seis mil eram crianças e quatro mil mulheres.

Números relativos a dois anos e meio de um conflito que não tem fim à vista. Só em setembro terão morrido cerca de cinco mil pessoas, muitas delas faziam parte de um exército de inocentes que tentou resistir à inalação de gás Sarin nos arredores de Damasco e que não conseguiu.

A ONG pede que o acordo assinado ao mais alto nível na ONU não esqueça as consequências do uso de armas químicas sobre milhares de civis.

Outros milhares tentam, todos os dias, fugir da morte e da guerra. Ganham talvez a vida, no limiar da sobrevivência. É por essas que António Guterres, Alto-Comissário da ONU para os Refugiados apela aos países vizinhos da Síria.

O alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, o português António Guterres, apelou hoje para um maior apoio da comunidade internacional aos países que recebem refugiados do conflito na Síria.

«Todas as agências internacionais, quer humanitárias quer de desenvolvimento, devem combinar a assistência humanitária com apoio direto aos países hospedeiros», declarou António Guterres em Genebra, no encerramento de uma reunião do comité executivo do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Para António Guterres, «a crise síria não é mais uma crise humanitária», a movimentação de refugiados sírios para os países vizinhos cria «um impacto na economia e sociedades que pode gerar uma ameaça para a estabilidade regional e a paz no mundo».