A epidemia da febre hemorrágica de ébola na África Ocidental está entre as «mais assustadoras» desde o aparecimento da doença há 40 anos, anunciou esta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), quando já há 111 mortos.

«É uma das epidemias mais assustadoras com que nos confrontámos», disse o diretor-geral adjunto da OMS, Keiji Fukuda, numa conferência de imprensa em Genebra, na Suíça.

Keiji Fukuda adiantou que a propagação da epidemia, que eclodiu no sul da Guiné, pode estar a alargar-se à capital, Conacri, e ao país vizinho, Libéria, o que é particularmente preocupante.

«Não tivemos até agora uma epidemia de ébola nesta parte da África», mas a OMS já enviou equipas de ajuda humanitária para o local, disse Fukuda.

«Este tipo de epidemia é frequentemente associada a muito medo e ansiedade», sublinhou.

De acordo com os últimos dados divulgados pela OMS, há 157 casos de ébola registados só na Guiné, dos quais 101 resultarem em mortes. A OMS adianta que 67 casos foram confirmados por análises laboratoriais. Vinte casos foram registados na cidade portuária Conacri, e 21 casos na Libéria, dos quais dez pessoas morreram.

Foram também registados casos na Serra Leoa, em que se suspeita que as pessoas tenham contraído a doença na Guiné. No Mali, há nove casos suspeitos, mas dois testes revelaram-se negativos.