O corpo do Presidente «Nino» Vieira chegou esta segunda-feira ao Parlamento da Guiné-Bissau ao mesmo tempo que a sua viúva Isabel Vieira, acolhida na Embaixada de Angola desde 2 de Março, quando o estadista foi assassinado, refere a Lusa.

Isabel Vieira chegou ao local acompanhada pela ministra guineense dos Negócios Estrangeiros, tendo-se deslocado também ao Parlamento o ministro da Defesa e outros elementos do Governo.

A urna chegou numa ambulância, acompanhada por dezenas de veículos, tendo a Polícia Militar formado um cordão frente ao Parlamento para impedir a entrada de pessoas não acreditadas para o funeral.

Porém, e perante as dezenas de populares que começaram a chorar assim que viram o corpo do Presidente, a polícia esperou que a urna fosse pousada e permitiu a entrada a todos, mesmo aos não acreditados, de modo a que a população possa apresentar as condolências e prestar uma última homenagem a «Nino» Vieira.

Excluindo a Polícia Militar (que ladeia o caixão do presidente assassinado) e alguns elementos da polícia de trânsito e bombeiros, não há uma forte presença das forças de segurança na zona do Parlamento guineense, onde o corpo ficará em câmara ardente na sala plenária até às 06:30 de terça-feira.

João Bernardo «Nino» Vieira foi assassinado na madrugada de 2 de Março na sua residência no centro de Bissau por militares, depois de, na véspera, um atentado à bomba ter provocado a morte do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, o general Tagmé Na Waié, sepultado domingo num cemitério da capital.