
O Comando Militar que na quinta-feira tomou o poder na Guiné-Bissau está «na fase da busca incessante de uma solução pacífica para a crise político-militar imposta pelo deposto poder político», garantiram, este sábado os militares em comunicado.
«O Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA) vem direcionar agora os seus máximos esforços na criação de condições necessárias ao rápido restabelecimento da ordem constitucional, e sobretudo do clima de paz e segurança», diz o comunicado dos militares, o sétimo emitido pelo grupo.
O EMGFA «traça para os próximos dias objetivos a cumprir». Um deles «acionar mecanismos tendentes à remoção dos obstáculos à reforma dos setores da Defesa e Segurança, há muito anunciada pelo Governo da Guiné-Bissau, mas que nunca conheceu o seu arranque», apesar da vontade e do apoio da comunidade internacional.
Partidos guineenses reunidos quatro horas, sem consenso
O grupo de partidos políticos que, este sábado, se reuniu para propor uma solução para a Guiné-Bissau não conseguiu um consenso após quatro horas de reunião, que será retomada na manhã de domingo, com os militares.
Fernando Vaz, que foi o porta-voz da reunião, na qual não participou o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, no poder até quinta-feira última aquando do golpe de Estado), disse que domingo deverá ser encontrada uma solução e que os partidos têm duas soluções a apresentar.
O responsável não especificou que soluções são essas. «Temos soluções que passarão pela via constitucional e outras que não terão essa via, mas fundamentalmente as soluções serão constitucionais», disse aos jornalistas.