logotipo tvi24

Guiné-Bissau: envio de tropas e ameaça

Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental perde a paciência

Por: Redacção / FC    |   2012-04-26 23:55

Os chefes de Estado da África Ocidental decidiram o envio de um contingente militar para a Guiné-Bissau e um ultimato de 72 horas aos golpistas para se submeterem às exigências feitas, sob pena de sanções, noticia a AFP.

Ao abrir a cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, exigiu que os responsáveis pelo golpe de Estado, realizado no dia 12 de abril, se «retirem» para que se possa avançar «rapidamente» com a transição.

No comunicado final da reunião, os dirigentes da CEDEAO solicitam à Comissão da CEDEAO que prepare, «com feito imediato, um contingente» da força militar regional para ser enviada para a Guiné-Bissau.

Os 500 a 600 homens do contingente serão fornecidos por pelo menos quatro países, a Nigéria, o Togo, a Costa do Marfim e o Senegal.

Garantem ainda que se o Comando Militar (a junta) não se submeter às exigências, «nas próximas 72 horas», a Comunidade «imporá com efeito imediato sanções dirigidas aos membros do Comando Militar e seus colaboradores, bem como sanções diplomáticas, económicas e financeiras à Guiné-Bissau, sem excluir processos no TPI» (Tribunal Penal Internacional).

Os presidentes da África Ocidental decidiram também o envio de forças militares para o Norte do Mali, controlado desde há um mês por diversos grupos armados.

Partilhar
EM BAIXO: População deixa Bissau devido ao golpe militar (André Kosters/Lusa)
População deixa Bissau devido ao golpe militar (André Kosters/Lusa)

Comité do Senado pede a Obama para armar rebeldes sírios
«Interesses vitais nacionais estão em jogo e não podemos vê-los de fora», justificou senador democrata
Jornalistas da Casa Branca preocupados com «agressividade» do Governo
Em causa os casos de espionagem à agência Associated Press e a um profissional da Fox News
Austrália: 10 mil cavalos selvagens abatidos a partir de helicópteros
Autoridades australianas justificam abate como forma de evitar que morram de fome e de sede
PUB