O diretor-geral da Polícia Judiciaria da Guiné-Bissau recusou-se a prender o ministro do Interior, acusado pelo Ministério Público de responsabilidades criminais no embarque forçado dos 74 sírios com passaportes falsos num voo da TAP, disse o PGR guineense, citado pela Lusa.

Uma nota de esclarecimento público assinada pelo Procurador-Geral da República guineense, Abdú Mané, refere que o diretor da PJ, Armando Namontche, incorreu num crime de desobediência a uma ordem judicial pelo que vai ser instaurado um processo disciplinar.

O ministro do Interior, António Suca Ntchama, foi ouvido no Ministério Público a 23 de dezembro, mas o seu advogado sempre afirmou aos jornalistas que o seu constituinte não recebeu nenhum despacho para que saiba qual a sua situação depois da audiência nem se está a sujeito a alguma medida de coação.

O procurador guineense esclarece que ficou demonstrado nos autos que o ministro do Interior, demissionário mas que continua em funções, foi considerado pelo Ministério Público como sendo o autor dos crimes de que é acusado.

Suca Ntchama é apontado como tendo cometido «conduta ilegal» ao ordenar o embarque forçado de 74 sírios no aeroporto de Bissau com passaportes falsos para Lisboa, onde acabariam por pedir asilo político a Portugal.