Os Estados Unidos condenaram esta o assassínio do Presidente da Guiné-Bissau e do chefe das Forças Armadas guineenses, apelando para que cesse a violência no país e os autores dos atentados sejam levados perante a justiça, noticia a Lusa.

«Nino» Vieira assassinado (vídeo)

«Apelamos para o fim da violência, para uma governação pacífica e para que os autores destes crimes sejam levados perante a justiça», declarou um porta-voz do Departamento de Estado, Gordon Duguid.

O Presidente guineense, João Bernardo «Nino» Vieira, foi morto esta segunda-feira por militares na sua residência em Bissau, horas depois de o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Tagme Na Waié, ter sido morto num atentado à bomba.

Segundo o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, o «assistente pessoal» do Presidente guineense também foi morto durante o ataque à residência de «Nino» Vieira.

«O assessor de imprensa do Presidente foi gravemente ferido. O primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, no entanto, não foi atingido nestes ataques», referiu Gordon Duguid.

«Confirmámos que estas mortes ocorreram mas ainda não é claro se estes assassínios eram parte de uma tentativa de golpe de Estado», disse.

O mesmo porta-voz referiu que os Estados Unidos não têm uma embaixada em Bissau, sendo as relações diplomáticas asseguradas através da embaixada em Dacar, cujos funcionários «visitam regularmente a Guiné-Bissau».

Questionado se há planos para enviar funcionários da embaixada dos Estados Unidos em Dacar a Bissau, Gordon Duguid admitiu que isso venha a acontecer mas disse não ter ainda uma confirmação.