O encerramento dos postos de fronteira com a Guiné-Conacri para prevenir a entrada do ébola na Guiné-Bissau pode «acentuar riscos de insegurança alimentar», alerta a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, sigla inglesa).

«Se esta situação continuar, pode acentuar riscos de insegurança alimentar, sobretudo das famílias pobres das regiões fronteiriças», refere-se no documento de avaliação da campanha agrícola na Guiné-Bissau a que a Lusa teve acesso esta terça-feira.

O caju, principal fonte de rendimento das famílias da Guiné-Bissau, foi este ano vendido a bom preço, mas a população continua a ter dificuldades para comprar alimentos, alerta a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, sigla inglesa).

«A campanha de comercialização da castanha de caju, este ano, é considerada boa relativamente aos preços praticados», destacou o documento de avaliação da campanha agrícola na Guiné-Bissau a que a Lusa cita.
No entanto, «os efeitos combinados do fraco rendimento de uma boa parte da população e os níveis dos preços dos produtos alimentares de base não deverão melhorar o acesso das populações aos produtos alimentares».