As duas Coreias voltaram esta quarta-feira a sentar-se à mesa na vila de Panmunjeom, do lado norte-coreano, para tentarem acordar um encontro entre famílias separadas pela guerra da península entre 1950 e 1953.

Três elementos de cada delegação iniciaram os contactos logo pela manhã depois de na segunda-feira os dois países terem acordado o início do diálogo ainda esta semana por elementos da Cruz vermelha.

A 24 de janeiro, as duas Coreias acordaram que a reunião familiar iria decorrer no Monte Kumgang, do lado norte-coreano, tendo Seul apresentado uma proposta para que o evento decorra entre 17 e 22 de fevereiro, o que foi aceite por Pyongyang.

Inicialmente, o encontro estava previsto para setembro, mas a Coreia do Norte protelou a sua realização.

Se o encontro se realizar este mês como está acordado pelas duas partes, será o primeiro em três anos e o 19.º desde 1985.

No entanto, os exercícios militares previstos conjuntos entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, entre fevereiro e abril, estão a provocar receios de um novo adiamento das reuniões familiares que já permitiram que 22.000 coreanos voltassem a reencontrar as suas famílias separadas por uma fronteira.