O acordo de cessar-fogo na Síria, apresentado como a “última oportunidade” para fazer sair o país do caos, estava esta terça-feira a ser globalmente respeitado.

As armas ‘calaram-se’ logo após a entrada em vigor às 19:00 (17:00 em Lisboa) de segunda-feira das tréguas acordadas entre a Rússia e os Estados Unidos, apoiantes do regime e dos rebeldes respetivamente, em mais um esforço para acabar com cinco anos de uma guerra devastadora.

A paragem nos combates deve permitir também o envio de ajuda humanitária urgente às centenas de milhares de pessoas que vivem nas zonas sitiadas, nomeadamente na parte rebelde de Alepo, a segunda cidade da Síria.

A guerra na Síria já fez mais de 300.000 mortos desde que começou, em março de 2011, segundo um novo balanço do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que contabilizou quase 9.000 pessoas mortas no último mês.

Das 301.781 pessoas mortas, mais de 86.000 eram civis.

O balanço anterior desta organização não-governamental, divulgado a 8 de agosto, era de 292.817 mortos no conflito.

Mais de 4.000 refugiados e perdas económicas que ultrapassam os 250 mil milhões de euros. O conflito armado destruiu praticamente os pilares de uma nação.