O motim na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) terminou, esta quarta-feira de manhã, ao fim de 48 horas de torturas e humilhações de mais de dezenas de reféns, entre guardas prisionais e reclusos.

De acordo com o jornal «O Globo», o motim que tinha começado às 11:30 de segunda-feira (16:30 em Lisboa) terminou esta quarta-feira às 11:30 locais. Os últimos números avançados pela Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) do Paraná dão conta de 13 agentes e vários presos feitos reféns.

Pelo menos cinco presos e três guardas prisionais ficaram feridos. Os líderes do motim levaram reféns para os telhados da cadeia, despiram-nos e torturaram-nos à vista de todos, espancando-os com bastões, picando-os com tesouras e facas e queimando-os com cola quente.

Cerca de 160 reclusos encaminhavam-se para uma unidade de trabalho, quando alguns deles aproveitaram para render os guardas e outros presos. De acordo com a Seju, por volta das 10:00 desta quarta-feira (hora local), os amotinados concordaram em pôr fim à rebelião, assim que 28 reclusos fossem transferidos. A Seju deu início ao processo de transferência para outras cadeias do Paraná e Santa Catarina. 



Terão sido também ajustadas algumas das reivindicações apresentadas pelos presos na terça-feira, como melhorias na alimentação e nas condições físicas.

A PIG tem 240 reclusos e é tida como um modelo, já que os presos podem estudar e trabalhar no local. Foi para este estabelecimento que foram transferidos os reclusos responsáveis pela rebelião na cadeia de Cascavel, também no Paraná, em agosto deste ano.