Uma equipa de exploradores diz ter encontrado a mais profunda gruta submarina do mundo, na República Checa. Segundo o The Guardian, o mergulhador polaco, Krzysztof Starnawski, que liderou a expedição, disse que se sentia como um "Columbus do século XXI" por ter feito a descoberta da caverna de, pelo menos, 404 metros de profundidade, perto da cidade de Hranice.

Na terça-feira, Starnawski mergulhou 200 metros abaixo da pedra calcária inundada no abismo de Hranice. Em seguida, usou um robô submarino, operado remotamente, para chegar a mais 204 metros, o comprimento total do cabo. No entanto, referiu o mergulhador, o robô não parece ter atingido o fundo do abismo.

Em 2015, Starnawski mergulhou a 265 metros em Hranice, o que o obrigou a passar mais de seis horas numa câmara de descompressão.

Numa conversa telefónica, a partir da sua casa em Cracóvia, Starnawski disse que o abismo de Hranice, que os mergulhadores têm explorado durante décadas, é 12 metros mais profundo que o recorde anterior, um sumiduro inundado em Itália chamado Pozzo del Merro.

Também a Czech Speleological Society – uma organização checa da especialidade- acredita que a gruta é mais profunda que 404 metros. “O robô foi ao máximo de profundidade que a corda podia ir mas o fundo ainda não estava à vista", disse a sociedade em comunicado.

Lama e água a uma temperatura de 15 Celsius ou 59 Fahrenheit tornam difícil mergulhar na gruta. Além disso, a composição mineral da água danificou os equipamentos e a pele exposta de Starnawski. "É o preço a ser pago por esta descoberta e vale a pena pagar", acrescentou o explorador.

Este sábado, Starnawski planeava mergulhar até 200 metros, novamente, para trazer o robô de volta através da passagem estreita que leva ao fundo do abismo. O dispositivo foi feito especialmente para a expedição e operado pela GRALmarine, uma empresa polaca. Starnawski disse que a National Geographic, a primeira a noticiar a descoberta, cobriu partes dos custos da operação.

Este sábado, Starnawski planeava mergulhar até 200 metros, novamente, para trazer o robô de volta através da passagem estreita que leva ao fundo do abismo. O dispositivo foi feito especialmente para a expedição e operado pela GRALmarine, uma empresa polaca. Starnawski disse que a National Geographic, a primeira a noticiar a descoberta, cobriu partes dos custos da operação.