O fim abrupto de mais uma reunião de Eurogrupo sublinhou as diferenças entre a Grécia, as instituições e os outros países do euro. Continua a não haver acordo e o tempo está a acabar. O próximo dia importante é sábado, quando os ministros das finanças voltarem a encontrar-se.

Sobre a reunião desta quinta-feira Yanis Varoufakis contou que as divergências foram muito claras e até as propostas das instituições foram criticadas pelos seus colegas:

“O Eurogrupo de hoje considerou dois documentos. Um dos documentos era o das instituições, com as ações prioritárias sugeridas pelas instituições. O segundo documento era a nossa versão, do governo grego, que foi adotada com base no documento das instituições que recebermos anteriormente. Houve uma grande discussão sobre os dois documentos, fazendo comparações, conferindo diferenças e semelhanças. Foi interessante ver que alguns colegas discordaram e criticaram não só o nosso texto, mas também o texto das instituições, por isso decidimos, como Eurogrupo, que devíamos voltar às deliberações. As instituições vão voltar a olhar para os dois documentos, o nosso e o deles. Vai haver conversações com o governo grego e continuaremos até encontrarmos uma solução”.


Estas declarações de Varoufakis aconteceram já no edifício do Conselho Europeu, depois do ministro das finanças ter informado o seu chefe de governo, Alexis Tsipras. Esta reunião continua durante a noite e no debate de cerca de duas horas que houve sobre a questão grega as diferenças voltaram a surgir.

Segundo a agência Bloomberg, Tsipras terá dito que os outros países devem respeitar o resultado eleitoral de janeiro, que colocou o Syriza no Governo, mas o presidente do Conselho Europeu não gostou e terá mesmo afirmado que o jogo terminou.
 
Com poucos dias para resolver o problema de liquidez do país, a Grécia não está a conseguir convencer ninguém e até já terá sido rejeitado qualquer cimeira extraordinária enquanto não houver um acordo no eurogrupo.