Terminou em confrontos a manifestação que juntou este domingo mais de 10 mil pessoas em Atenas, na Grécia, contra as novas medidas de austeridade propostas pelo Governo. Alguns jovens encapuzados lançaram cocktails molotov contra as forças antimotim. Em resposta a polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar a multidão.

Trabalhadores, estudantes, desempregados e pensionistas protestavam em frente ao Parlamento, contra um projeto de lei de reforma das pensões e dos impostos, que acabou por ser votado no Parlamento este domingo à noite.

O Parlamento grego aprovou a reforma fiscal e de pensões, proposta pelo Governo de Alexis Tsipras, no âmbito dos compromissos com os credores internacionais do país.

O primeiro-ministro grego defendeu, no Parlamento, que o sistema aprovado este domingo, na véspera da reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, é “sustentável, sem afetar as pensões principais”. Alexis Tsipras prometeu que, para mais de dois milhões de reformados, não haverá um único euro de corte na pensão.

A legislação proposta pelo Governo grego compõe-se de reformas das pensões, dos impostos diretos e dos indiretos, que permitirão economizar 5.400 milhões de euros por ano, para conseguir em 2018 um superavit primário de 3,5 por cento do produto interno bruto (PIB), como prevê o programa do terceiro resgate.

Ao avançar com cortes de 5.400 milhões de euros, Atenas espera obter a boa vontade do Eurogrupo, na reunião desta segunda-feira, onde espera que se discuta o alívio da dívida grega.