O ex-primeiro-ministro da Grécia e ex-líder do PASOK, George Papandreou, não conseguiu ser eleito para o parlamento grego nas eleições deste domingo, sendo a primeira vez que o nome de família fica de fora da assembleia em 92 anos.

O ex-primeiro-ministro grego saiu do Partido Socialista este ano para formar o Movimento dos Democratas Socialistas (KIDISO), que não conseguiu ir além dos 2.44% dos votos, abaixo do limite de 3% considerado mínimo para entrar para o parlamento.

Quebra-se, assim, um ciclo iniciado pelo seu avô, Georgious Papandreou, em 1922, continuado pelo seu pai, Andreas Papandreou, que co-fundou o partido socialista PASOK, em 1974, e foi considerado um dos políticos mais importantes do país após a ditadura militar.

Papandreou é ainda o atual líder do partido Internacional Socialista, mas há praticamente três anos que não se destaca na política nacional da Grécia. O ex-primeiro-ministro (2009-2011) ficou conhecido por estar à frente do Governo que «chamou» a troika à Grécia, e é visto por muitos gregos como o responsável pela situação do país, incluindo o líder do partido Gregos Independentes (que hoje se aliou ao Syriza para formar Governo) que o apelidou de «traidor».

Segundo o «Greek Reporter», a sua saída do PASOK ficou a dever-se a um conflito com o atual líder do partido, Evangelos Venizelos, sobre uma cooperação com a Nova Democracia em 2012. Desde então, Papandreu esteve pouco ativo no partido, faltando muitas vezes a sessões parlamentares.

Quando decidiu formar o KIDISO foi novamente acusado de criar dúvidas no eleitorado sobre o PASOK e de tentar dividir o partido fundado pelo seu pai. Os socialistas acabaram por ficar em sétimo nas eleições, com apenas 4.67% dos votos e 13 deputados eleitos.