O ex-primeiro-ministro grego George Papandreou assumiu esta quarta-feira, em Portugal, que o seu antigo partido PASOK se tornou “demasiado parte do sistema”. Foi dessa forma que justificou a sua rutura com a formação política fundada por seu pai.

“Sentimos que era necessário um novo começo, que o PASOK representava ao longo dos anos era um partido de reformas, e houve um momento em que nos tornámos demasiado parte do sistema”


Papandreou falava numa conferência de imprensa antes da sua intervenção nas Conferências do Estoril 2015, evento bienal organizado pela Câmara Municipal de Cascais.

Isto numa altura em que segue o clima de impasse na Grécia, no que toca à ajuda financeira em troca de reformas no país. As negociações do chamado Grupo de Bruxelas foram retomadas esta quarta-feira e está previsto que durem até sábado.

Na Alemanha, reina a prudência e uma reflexão sobre o passado, em relação à Grécia. O ministro das Finanças Wolfgang Schäuble disse que refletiria "bastante" antes de dizer, como disse em 2012, que a Grécia conseguiria evitar o incumprimento. A realidade, agora, é diferente, sustenta.