vitória expressiva do 'oxi'

"Respeitamos voto dos gregos. A Europa é a democracia. Entendemos a mensagem de todos os partidos democráticos da Grécia e o povo, que reafirmou voluntariamente que quer que o país fique no euro. As portas estão abertas à discussão"

Palavras de François Hollande, o primeiro a falar, corroboradas pela líder da maior potência europeia:

"Respeitamos esta decisão do referendo, é o voto de um país democrático. Devemos viver com esta decisão. A porta resta aberta e é a razão pela qual o Eurogrupo se reúne amanhã. É urgente que o Governo grego apresente propostas, para o seu país reencontrar a prosperidade e para podermos encontrar uma saída"

"Não há muito tempo"

Mais uma vez, a bola está do lado grego. Hollande vincou que a Europa espera de Tsipras propostas "sérias e credíveis para traduzir essa vontade da Grécia de ficar no euro". O primeiro-ministro grego falou com Merkel antes desta reunião bilateral, garantindo a apresentação de novas propostas no encontro de ministros das Finanças da Zona Euro. 

 

"Não há muito tempo e há urgência, para a Grécia e para a Europa. É uma questão de visibilidade, credibilidade e mesmo de dignidade. A Europa faz face à sua responsabilidade", vincou o Presidente francês. 

Depois, garantiu que "há espaço para a solidariedade, por toda a Europa, mas também há responsabilidade". "O equilíbrio entre os dois deve ser linha de conduta para os dias que aí vêm".

 

Na mesma linha, a chanceler alemã lembrou a ajuda que a Europa já prestou à Grécia, por duas vezes: "Demos provas de muita solidariedade para com a Grécia, a Europa foi muito generosa, coerente e resta unida" em muitas outras situações, como a do terrorismo ou dos imigrantes, exemplificou. Espera que, também agora, haja prova dessa união.

"É importante que cada país prove a sua responsabilidade e veremos qual a reação dos outros 18 países. É isto a democracia".

Da parte de outro credor, o FMI, Christine Lagarde disse que já tomou “nota do resultado do referendo” e que a  instituição está disposta a prestar ajuda ao governo grego. 

Dos Estados Unidos da América surge o apelo ao compromisso. A Casa Branca espera que seja encontrada uma solução para a crise da dívida grega, por forma a manter o país no euro. 

Um dia depois do referendo, já houve uma sucessão de decisões relevantes: o ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, anunciou a demissão; o seu sucessor é Euclid Tsakalotos, o já chefe das negociações com os credores; os bancos gregos vão permanecer fechados até quarta-feira.