Quando os eleitores gregos forem às urnas este domingo, os olhos da Europa vão estar sobre os seus boletins de voto. Nada a que não estejam habituados. Desde que o programa de resgate começou, em 2010, a Grécia sabe o que é votar sob pressão. Dos mercados, da troika, da zona euro.
 
Qualquer resultado é entendido como uma ameaça de instabilidade para um continente e uma moeda ainda em crise. Só que, desta vez, é a esquerda radical que lidera as sondagens, mostrando que os gregos parecem estar saturados das mesmas soluções para os mesmos problemas.
 
Uma eventual vitória do Syriza está a assustar alguns governantes europeus. O partido de Alexis Tsipras bem garante que não quer sair da União Europeia nem do euro, mas o receio de contágio é maior.

Daí que, nas últimas semanas, os dirigentes europeus tenham alinhado o discurso num sentido: qualquer que seja o futuro governo, os gregos terão sempre de cumprir os compromissos assumidos. Ou seja, a margem para caminhos alternativos parece não ser muita.
 
Já o fantasma da saída da moeda única continua a pairar no ar. Por um lado, a Europa, preocupada com as réplicas, vai avisando a Grécia das consequências. No entanto, por outro, os mesmos governantes parecem desvalorizar essa saída, garantindo que não seria suficiente para fazer a zona euro mergulhar em nova crise.
 
Na seguinte infografia, pode recordar os avisos e as ameaças que podem influenciar os eleitores gregos este domingo. Porque, cinco anos depois do início da assistência internacional, a Grécia ainda continua a ser olhada como uma espécie de experiência que pode ditar o futuro da Europa.