A greve geral contra a austeridade na Grécia está ser marcada por confrontos entre a polícia e manifestantes nas ruas de Atenas, esta quinta-feira.  As autoridades tentaram dispersar um grupo de manifestantes com gás lacrimogéneo, depois de terem sido arremessados cocktails molotov na praça Syntagma, junto ao parlamento grego. 

Fontes da polícia grega indicaram à agência Reuters que três pessoas foram detidas, no âmbito dos incidentes. A polícia sublinhou que a ordem já foi, entretanto, restabelecida e a situação já está agora mais calma

Nas redes sociais, várias imagens ilustram os momentos de tensão e violência na capital helénica. 



Milhares de gregos saíram às ruas, esta quinta-feira, para protestar contra as medidas de austeridade, numa greve geral de 24 horas. 

Escolas e repartições públicas fechadas, hospitais com serviços mínimos, transportes parados, voos cancelados. Este é o cenário que se estende um pouco por todo o país. 

Trata-se da primeira greve geral desde que Alexis Tsipras se tornou primeiro-ministro do país e um dos maiores desafios internos para o executivo helénico, desde que este começou a governar.  

A Grécia acordou com os credores e parceiros europeus um terceiro plano de resgate em agosto, que implicou a aplicação de novas medidas de austeridade. Isto depois de Tsipras ter sido eleito com promessas de enfrentar a Europa e acabar com esse caminho.

Depois, novas eleições em setembro renovaram o voto de confiança do país em Tsipras, que foi reeleito primeiro-ministro.

Recorde-se que o país helénico está mergulhado em austeridade e nos efeitos que desta decorrem, com elevados índices de pobreza e desemprego, há cinco anos, desde que pediu o primeiro resgate financeiro, em 2010.