O recém-nomeado ministro da Restruturação da Produção, do Ambiente e da Energia da Grécia, Panayiotis Lafazanis, anunciou esta quarta-feira que o governo vai suspender «imediatamente» todo o processo de privatização das elétricas.

Panayiotis Lafazanis fez o anúncio minutos antes de entrar para a primeira reunião do Conselho de Ministros, liderado pelo novo chefe do governo, Alexis Tsipras.

«Vamos tratar de fazer com que a eletricidade seja mais barata para impulsionar a competitividade e ajudar as famílias», disse.

Mais tarde, confirmou a intenção de travar a privatização do principal operador público de eletricidade DEI.

«Queremos baixar o preço da eletricidade para melhorar a competitividade. (…) Uma nova DEI produtiva vai ajudar o país a avançar», disse o ministro às televisões Mega e Skai.

A privatização do capital do DEI detida pelo Estado grego (51%) foi aprovada este verão pelo parlamento.

Um dos pontos-chave do programa do governo de Tsipras consiste num pacote de medidas de urgência para melhorar a situação dos mais carenciados, incluindo uma que prevê o fornecimento de eletricidade gratuita a 300 mil casas de famílias desfavorecidas.

No primeiro Conselho de Ministros, realizado esta quarta-feira, o novo primeiro-ministro grego prometeu que vai renegociar a dívida com os credores, procurando uma «solução viável» e com «benefícios mútuos».

O novo governo grego também anunciou esta quarta-feira que vai travar a privatização do porto de Pireu, o maior do país e um dos principais elementos do vasto plano de privatizações imposto pela troika, informou o ministro-adjunto da Marinha Mercante, Théodoros Dritsas.

«Vamos parar a privatização do porto de Pireu e do de Salónica (norte)».


A empresa chinesa Cosco já comprou dois terminais do porto de Pireu, que serve Atenas, e propunha-se adquirir os 67% de capital da autoridade portuária detidos pelo Estado grego. O processo de privatização do Pireu foi lançado pelo anterior governo de coligação entre conservadores e socialistas, dirigido pelo Antonis Samaras.

O ministro-adjunto da Economia que tutela as Infraestruturas, Transportes e Redes, Christos Spirtzis, disse por seu lado que «a opinião do governo é parar as privatizações que têm a ver com infraestruturas, como os aeroportos regionais».

A Grécia comprometeu-se em 2010 com a troika a aplicar um vasto programa de privatizações de empresas, equipamentos e propriedades públicas. O programa do Syriza, que venceu as eleições de domingo na Grécia, prevê o fim das privatizações.