Por: Redacção / FC | 28- 10- 2011 18: 2
Manifestantes envolveram-se em confrontos com a polícia frente ao Parlamento, em Atenas. Os incidentes começaram pouco
depois das cerimónias do feriado nacional grego, o «dia não», ligado à II Guerra Mundial.
Vários manifestantes anti-austeridade
chamaram «ladrões» e «traidores» aos políticos (nomeadamente ao presidente Karolos Papoulias), e tentaram furar a barreira
policial. Os agentes tentaram afastar a multidão do Parlamento e fizeram várias detenções.
No tradicional desfile
do feriado, estudantes viraram a cara à ministra da Educação em protesto contra as políticas do governo. As perturbações das
cerimónias estenderam-se a várias outras cidades gregas.
O desfile militar anual em Salónica celebra o dia em que
o primeiro-ministro Ioannis Metaxas rejeitou o ultimato do líder italiano Benito Mussolini para permitir a colocação de tropas
italianas na Grécia, em 1940. Esta foi a primeira vez que o desfile foi cancelado.
«O povo grego trava hoje uma grande
batalha, mas eles também lutaram uma batalha há muitos anos... Devemos unir-nos para superar a crise», disse o presidente
Papoulias em Salónica, acrescentando que também ele lutou contra os alemães aos 15 anos: «Então, quem é traidor? Deviam ter
vergonha. Há pessoas que querem impedir esta celebração. Lamento muito».
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