O Governo de Nicarágua informou, esta segunda-feira, que foram detetados três novos casos de vírus Zika, elevando o número total para 129.

Segundo dados facultados pelo porta-voz do Governo, dos 129 casos, 14 dizem respeito a grávidas, as quais representam dois dos três casos mais recentes. As mulheres infetadas estão a receber tratamento hospitalar e a sua condição é estável. 

Desde o início do ano, a Nicarágua sinalizou ainda 1.127 casos de dengue e 351 de chikungunya, vírus que têm como agente transmissor o mosquito do género Aedes, o mesmo do Zika. 

O vírus Zika - que provoca sintomas gripais benignos, mas está também associado a microcefalia - tem assustado o mundo, dado ao elevado número de casos que têm vindo a ser registados em vários países, sendo o Brasil o território mais afetado, com uma estimativa de 1,5 milhões de pessoas infetadas.

O Brasil confirmou 907 casos de microcefalia em 198 de bebés que morreram devido a este problema congénito desde o início do surto de vírus zika, em outubro. As autoridades de saúde estão ainda a analisar 4.293 casos suspeitos.

No continente americano, há 26 países e territórios com milhares de casos atingidos pelo surto do vírus Zika. Há casos isolados confirmados da doença em alguns países da Europa - todos importados - como na Dinamarca, Reino Unido, Alemanha, Itália, Holanda, Suécia, Finlândia, Espanha e Portugal (nove casos), e ainda em países como Indonésia, Tailândia, Samoa, Fiji e Cabo Verde, entre outros.

Cabo Verde registou 7.490 casos suspeitos entre 21 de outubro de 2015 e 06 deste mês, tendo-se contabilizado 165 grávidas, das quais 44 já deram à luz sem quaisquer complicações ou anomalias.

Na semana passada, o centro norte-americano de controlo e prevenção de doenças alertou que as mulheres a quem tenha sido diagnosticado o vírus Zika devem aguardar, pelo menos, oito semanas antes de tentarem engravidar e que os homens expostos ao Zika devem tomar precauções nas suas relações sexuais durante pelo menos seis meses.

No caso de um casal exposto ao vírus, é aconselhável aguardar pelo menos oito meses até tentarem ter filhos, de forma a diminuir o risco de microcefalia no feto. Este alerta é justificado pelo tempo de incubação do vírus no sangue e no sémen humanos.