A quinta temporada da série “Homeland” estreou no passado dia 4 e o segundo episódio está a gerar controvérsia depois dos grafíti que aparecem nas fachadas do campo de refugiados na fronteira entre a Síria e a Líbia terem sido traduzidos, noticia o The Guardian.

“Homeland é racista”, “A situação não é credível”, “Homeland é uma anedota, mas não teve graça nenhuma”, são as frases que foram pintadas pelos três artistas de rua que foram contratados para dar mais autenticidade à série. Para que não restassem dúvidas, um dos grafíti diz mesmo "esta série não reflete os pontos de vista dos artistas".

Os artistas - Heba Amin, Caram Kapp e Stone - fizeram um comunicado online, onde explicam a decisão de terem usado os grafíti como um protesto contra a série.

“Dada a reputação da série, não ficamos convencidos facilmente, até termos considerado que esta era a oportunidade de mostrar o seu descontentamento, e de muitas outras pessoas, com a série. Era a nossa oportunidade de nos manifestarmos utilizando a própria série”.


Segundo o comunicado, num encontro com a equipa de produção, as indicações foram que os grafíti fossem “aparentemente naturais num campo de refugiados da Síria”. Após o trabalho ter sido realizado, a produção não verificou os escritos árabes, o que, segundo os autores, é uma mostra de que para eles só os grafíti não são mais que “um mero complemento visual da fantasia de horror do Médio Oriente, uma imagem de poster que desumaniza uma região inteira com figuras desumanizadas com burkas negras e, ainda por cima, nesta temporada, com refugiados”.

Apesar da polémica a produtora Showtime, responsável pela série, ainda não se pronunciou.