Quatro pessoas morreram em confrontos durante três dias entre o exército e homens armados, suspeitos de estarem ligados à Renamo, no distrito de Gorongosa, Sofala, centro de Moçambique, disseram esta segunda-feira à Lusa fontes locais.

Os confrontos registaram-se perto da vila de Tambarara, tendo uma pessoa perdido a vida, e no bairro Nhambondo, nos arredores da Gorongosa, onde foi morto um comerciante local, que teve os seus bens saqueados. Em Nhatsapa e Tazoronda, outras duas pessoas morreram atingidas por projéteis.

«No sábado foi assassinado um comerciante no bairro Nhambondo, depois de um homem de 65 anos ter sido atingido na machamba (quinta) durante um ataque a uma coluna militar em Mucodza. Em duas semanas somam quatro civis mortos», precisou Paulo Majacunene, administrador de Gorongosa.

«Os ataques foram intensos na quinta e sexta-feira, e no sábado de manhã já na vila de Gorongosa demoraram quase três horas», descreveu à Lusa um morador.

As investidas intensificaram-se desde que o exército tomou de assalto e ocupou a base de Sadjundjira, onde vivia há um ano o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama.

A guarda presidencial da Renamo viria a recuperar ao exército a base nos finais de novembro.

As escaramuças entre as partes têm provocado o aumento de deslocados das zonas rurais, sobrecarregando a vila da Gorongosa.

As estatísticas governamentais indicam que há 552 famílias que se refugiaram na vila da Gorongosa, nos últimos dois meses devido aos ataques no interior, atribuídos a guerrilheiros da Renamo.