O primeiro-ministro turco, Yildirim, confirmou a morte de 161 pessoas e de 1.440 feridos na sequência do golpe de Estado no país.

O responsável não perdeu tempo e avançou para as acusações, referindo que que abrigo fogo sobre os cidadãos terá sido grupo curdo.

Número um pouco abaixo dos que a agência AP referia há menos de uma hora. Citando o general Umit Dundar, a AP dizia que mais de 190 pessoas tinham sido mortas nos confrontos: 41 polícias, dois soldados, 47 civis e 104 pessoas descritas como "golpitas". O ministro, Omer Celik, assegurou há momento, segundo a Reuters que a situação está 90% controlada, mas há alguns comandos que continuam reféns.

Segundo a Reuters, o primeiro-ministro referiu ainda a detenção de 2.839 membros do Exército.

No início da manhã a agência estatal turca Anadolu adiantava também que 200 militares sublevados se tinham rendido às autoridades. Muitos deles encontravam-se na sede das Forças Armadas turcas.

A CNN-Turk noticiou que, em paralelo com esta rendição, as forças de segurança turcas conseguiram resgatar o chefe das Forças Armadas numa operação em Ancara. O general Hulusi Akar foi resgatado depois de uma operação lançada na base aérea de Akinci, a noroeste da capital.

Informações divulgadas anteriormente pelos meios de comunicação social indicavam que o general havia sido feito refém no início da tentativa de golpe de Estado, posta em marcha na sexta-feira à noite.

Na madrugada de sábado, o presidente turco anunciou o fim da tentativa de golpe militar. Tayyip Erdogan falou à imprensa e considerou que a tentativa de golpe é como um “presente de Deus” que permitirá “limpar” o Exército.