Os membros do Regimento de Segurança Presidencial do Burkina Faso impuseram esta quinta-feira o recolher obrigatório e fecharam as fronteiras, avança a AFP.

Os responsáveis anunciaram ainda ter dissolvido as instituições da transição e prometeram organizar "eleições inclusivas".

Recorde-se que o grupo fez reféns o presidente e o primeiro-ministro do país.

O Presidente do Conselho Nacional de Transição, Moumina Cheriff Sy, alertou os burquineses de que a nação “está em perigo” e instou-os esta quarta-feira a “mobilizar-se para defender a pátria”, segundo uma declaração divulgada pelos ‘media’ daquele país da África Ocidental. 

Segundo Cheriff Sy, há “tentativas de diálogo em curso” entre a alta hierarquia militar do país e os líderes do Regimento de Segurança Presidencial.

Estão marcadas para outubro eleições no Burkina Faso, para pôr fim à transição civil iniciada há um ano, após os protestos populares que acabaram com quase três décadas de ditadura de Blaise Compaoré, responsável pelo assassínio do ex-presidente Thomas Sankara.