Pelo menos 30 civis morreram este sábado devido a ataques aéreos sobre a localidade de Zamalka, no enclave rebelde de Ghouta oriental, alvo de uma ofensiva devastadora do regime de Bashar al-Assad, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos não conseguiu precisar se os ataques foram lançados pela aviação do regime ou pelo aliado russo numa altura em que a ofensiva de Damasco já lhe permitiu reconquistar 70% do enclave rebelde de Ghouta.

O regime de Bashar al-Assad lançou desde 18 de fevereiro uma ofensiva de uma rara violência contra o último feudo rebelde às portas de Damasco e os bombardeamentos diários na zona mataram pelo menos 1.394 civis, incluindo 271 crianças, segundo o OSDH.

Com o avançar da ofensiva, a operação militar conseguiu dividir em três setores isolados os territórios ainda na posse dos rebeldes.

Os ataques aéreos de hoje visaram a localidade de Zamalka, situada na zona sul do enclave, na posse do grupo rebelde islâmico Faylaq al-Rahmane, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Mais de 150.000 pessoas fugiram de Afrine desde quarta-feira

Mais de 150.000 civis fugiram da cidade de Afrine desde quarta-feira para escapar à ofensiva das forças turcas contra uma milícia curda nesta região do noroeste da Síria, anunciou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Durante toda a noite registaram-se combates violentos na periferia norte da cidade, com as forças turcas e os apoiantes sírios a tentarem entrar na cidade", precisou o Observatório.

O domínio da cidade de Afrine, onde viviam cerca de 350 mil pessoas, foi apertado, enquanto a Turquia e rebeldes aliados sírios lançaram em 20 de janeiro uma grande ofensiva contra o enclave curdo com o mesmo nome.

A cidade de Afrine está quase cercada, com a exceção de um círculo que permite aos habitantes deixar a cidade pelo sul para territórios controlados pelos curdos sírios ou pelo regime de Bachar al-Assad.

Os 150 civis "fugiram pelo corredor sul", precisou o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Rami Abdel Rahmane.

O objetivo da ofensiva lançada pela Turquia é perseguir a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG), classificada como "grupo terrorista" por Ancara, mas aliado valioso de Washington na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico.

Na sexta-feira à noite 16 civis, incluindo duas mulheres grávidas, foram mortos num ataque aéreo da Turquia que atingiu o principal hospital da cidade de Afrine, segundo o Observatório.

A informação foi desmentida pelo Exército turco.