Nem as escolas escapam ao massacre de Goutha Oriental, que não dá tréguas. Quinze crianças e duas mulheres morreram, esta segunda-feira, num raide aéreo das forças governamentais. Precisamente na escola onde estavam escondidas, na cidade de Arbine. A denúncia é feita pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Esta cidade, próxima da capital, Damasco, continua ocupada pelos rebeldes que ainda permanecem em Ghouta oriental, apesar de o regime do Presidente Bashar al Assad manter contra aquele antigo bastião uma forte ofensiva militar particularmente violenta e mortal, com constantes bombardeamentos e apoiada pelos aviões russos.

Assad visitou a região precisamente esta segunda-feira e felicitou as tropas do regime:

O povo de Damasco agradece-vos por protegerem a cidade e vão lembrar-se disto durante décadas, ou até mesmo gerações. Esta batalha tem sido maior que a Síria. Vocês lutam a favor do mundo inteiro. Por cada bala que disparam contra um terrorista, vocês mudam o equilíbrio do mundo"

Este fenómeno de propaganda presidencial coincide com o forte êxodo da população que se tem verificado nos últimos dias.

Esta região da Síria vive uma grave situação humanitária. Depois de um mês de intensos confrontos, o exército recuperou o controlo de mais de 80% da região, mas isto à custa de um pesado balanço de baixas. Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, já morreram 1.400 civis, 300 dos quais crianças.