Gerry McCann, pai de Madeleine, a criança inglesa desaparecida na Praia da Luz em Maio de 2008, acusa os media de inventaram histórias quando começaram a escassear dados sobre o caso.

De acordo com a «Sky News», Gerry afirma que a família «foi o foco de uma das maiores, sensionalistas, falsas, irresponsáveis e destrutivas reportagens na história da imprensa». O médico explica que na altura do desaparecimento estavam «desesperados por informação e desesperados para encontrar a filha» e que por esse motivo contactou a comunicação social. O objectivo, diz Gerry, era lançar um apelo para novas informações sobre Maddie.

O pai da criança diz que quando a informação começou a escassear um número de notícias fictícias começaram a surgir. Gerry garante ainda que «viram pressões nos jornalistas para produzir notícias, mesmo quando não existiam mais novidades».

Clarence Mitchell, o porta-voz da família, diz que os jornalistas portugueses estavam debaixo de uma grande pressão. «Por vezes tinha repórteres que me diziam que tinham que ter uma primeira página até às 16h ou ficavam com o emprego comprometido, se eu dissesse que não tinha nada para eles, diziam-me que iam ter que escrever qualquer coisa na mesma». A porta-voz afirma ainda que vários jornais conseguiram fazer vendas em massa por causa das notícias publicadas.