A Alemanha é, a partir desta sexta-feira, o primeiro país europeu a permitir o registo de bebés como sendo de género «indeterminado», para abranger as crianças com órgãos genitais ambíguos, cerca de uma em cada duas mil.

No território alemão, os pais de crianças com características de ambos os géneros podem não optar por nenhuma das categorias - feminino ou masculino - e esperar até mais tarde, ou podem nunca declarar um dos géneros, mantendo a expressão «indeterminado» ou «não especificado» nos certificados de nascimento.

Estima-se que uma em cada 1.500 a 2.000 crianças nasça como «intersexo», ou seja, nem rapaz nem rapariga, devido a cerca de 60 situações diagnosticadas como distúrbios do desenvolvimento sexual, que incluem cromossomas atípicos, gónadas (ovários e/ou testículos) ou genitais com um desenvolvimento invulgar.