O secretário americano de Estado, John Kerry, anunciou este sábado em Genebra, na Suíça, os seis pontos acordados com a Rússia para que a Síria entregue já na próxima semana uma lista com a relação de todo o seu arsenal químico. Do acordo consta ainda o regresso dos inspetores da ONU à síria em novembro.

Em conferência este sábado, John Kerry, ao lado do ministro russo dos negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, deixou um apelo para que o governo de al Assad para que colabore.

«Não pode haver espaço para jogos ou qualquer outra coisa que não seja completa aceitação por parte do regime de Assad», disse Kerry citado pela BBC.

Se a Síria não concordar, o acordo prevê que uma resolução com abrigo da ONU que imponha sanções ou uso de força militar contra o regime sírio.

Os Estados Unidos continuam a afirmar que o regime sírio usou armas químicas num ataque que matou milhares de pessoas, mas o governo do presidente sírio, Bashar al Assad, nega as acusações e responsabiliza os rebeldes pelo uso das armas químicas.

Por seu turno, a Rússia diz que não há provas de que Bashar al Assad usou armas contra seu próprio povo, e liderou os esforços diplomáticos para evitar uma ação militar dos Estados Unidos.

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A França já veio felicitar o acordo.