Europa das Nações e das Liberdades, é assim que se chama o grupo que vai aglomerar uma parte muito signficativa dos deputados europeus de extrema-direita que têm assento no Parlamento Europeu.

No anúncio oficial da constituição do grupo, feito esta terça-feira, Marine Le Pen, a presidente da Frente Nacional francesa, disse que o novo bloco irá "lutar contra a globalização descontrolada" e procurar recuperar a soberania perdida pelos cidadãos europeus. Le Pen foi ainda mais longe e afirmou:

"Estamos aqui pelos nossos povos, pelas suas liberdades. A União Europeia não é o caminho certo".

Geert Wilders, líder do PVV holandês, outro dos partidos que vai integrar a Europa das Nações e das Liberdades, foi mais radical nas suas críticas ao projeto europeu e garantiu que a constituição do grupo de extrema-direita é o início do fim da UE:

"Vamos destruir a UE  a partir do interior. (...) Vamos manter-nos senhores das nossas fronteiras, da nossa moeda, das nossas leis. (...) O início da libertação é aqui e agora. Este é um dia histórico, um momento histórico!".

A Europa das Nações e das Liberdades tem 36 deputados de sete nacionalidades, mas a sua constituição só foi possível porque dois dos deputados da Frente Nacional conhecidos pelas suas posições antissemitas foram afastados (um deles é Jean Marie Le Pen, pai de Marine e fundador da Frente Nacional). Graças a essas saídas, o grupo pôde contar com dois deputados polacos e uma dissidente do UKIP britânico.

A força dominante no bloco de extrema-direita é a Frente Nacional, de Le Pen, que ganhou as eleições europeias em França, em 2014.