Na sua primeira declaração sobre a crise na Faixa de Gaza, após o início da ofensiva israelita, a 8 de julho, o Ayatollah Khamenei disse, esta quarta-feira, numa universidade de Teerão, no Irão, que o estado israelita devera ser desmantelado e que o povo palestiniano deveria ter direito a um referendo para escolher o poder na sua terra.

Por isso, «enquanto se aguarda pelo fim deste regime criminoso e sangrento, resta-nos o braço armado para lidar com ele» e travar a morte de mais muçulmanos.

No entanto, Khamenei, fez questão de ser claro ao dizer que queria o desmantelamento do estado de Israel, mas não a morte de judeus, numa altura em que 700 palestinianos já perderam a vida, como frisa a Reuters.

O Irão e o seu novo presidente, Hassan Rouhani, têm tido uma atitude diferente e não beligerante com o ocidente, nomeadamente, com os Estados Unidos, e estão a tentar ser uma ponte de diálogo entre as duas partes com vista ao fim da ofensiva.