Última actualização às 00h20 de domingo

Israel anunciou um cessar-fogo unilateral das operações militares na Faixa de Gaza esta noite. Os bombardeamentos à região palestiniana iniciaram-se a 27 de Dezembro, com o objectivo de travar o lançamento de rockets desde a região palestiniana por parte do Hamas.

Numa declaração feita ao início da noite, Ehud Olmert justificou esta decisão dizendo que o exército do seu país atingiu todos os seus objectivos e que conseguiu limitar a capacidade do Hamas em atacar território israelita.

Olmert adiantou ainda que o seu país chegou a acordo com o Cairo para travar o contrabando de armas para Gaza através da fronteira deste território com o Egipto.

O primeiro-ministro disse ainda que esta operação não visou a população civil de Gaza. «Nós só queríamos proteger os nosso filhos e não atingir os dos habitantes de Gaza», disse, reforçando depois esta mensagem: «Israel não vos odeia».

Nas últimas semanas foram mortos cerca de 1200 palestinianos, pelo menos metade civis. Do lado israelita, morreram 13 pessoas, dez militares e três delas civis, que foram atingidas por morteiros do Hamas.

A proposta de cessar-fogo unilateral foi aprovada pelo gabinete de segurança israelita e entrou em vigor às 2h00 da madrugada locais de domingo (meia-noite em Lisboa).

Este pode ser porém um cessar-fogo frágil, uma vez que não é fruto de um acordo com o Hamas. Olmert já disse que caso o grupo palestiniano atacar, o exército voltará à ofensiva.

Fawzi Barhoum, porta-voz do grupo palestiano, disse que o Hamas só aceitaria um cessar-fogo que fosse acompanhado da saída das tropas israelitas do território, assim como da abertura das fronteiras e Gaza.

O ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, já deu conta que, apesar da trégua, os militares israelitas vão permanecer na Faixa de Gaza. «Vamos suspender os disparos, mas vamos continuar vigilantes», disse o governante, citado pelo jornal «Ynetnews».

«O exército vai permanecer em Gaza e está preparado para continuar a expandir a operação, se for necessário. Os cidadãos de Israel devem também estar preparados», acrescentou Barak.