O Parlamento do Uganda aprovou na sexta-feira uma lei que pune os homossexuais com penas que poderão chegar a prisão perpétua, situação condenada pela comunidade internacional e considerada pelos deputados locais como uma vitória contra o «mal».

O diploma foi fortemente condenado por ativistas dos direitos humanos e líderes mundiais, como o Presidente norte-americano, Barack Obama, que o considerou como «odioso», e o Nobel da Paz Desmond Tutu, que o comparou ao apartheid.

«Esta é uma vitória para o Uganda. Estou satisfeito pelo parlamento ter votado contra o mal. Nós somos uma nação temente a Deus, por isso é que os membros do parlamento aprovaram a lei, apesar do que o mundo lá fora pensa», disse o deputado David Bahati, responsável pela iniciativa legislativa, citado pela agência AFP e Lusa.