O grupo terrorista Estado Islâmico pode ter usado armas químicas em combates contra as forças curdas no norte do Iraque, revelou, esta sexta-feira, um general dos EUA.

Segundo avança a agência Reuters, fragmentos de morteiros disparados pelo EI foram analisados num laboratório norte-americano e continham resíduos de gás mostarda. No entanto, os EUA alertam que esta é uma análise preliminar e vão ser realizados mais testes para confirmar a suspeita.

O Brigadeiro-general do Corpo de Fuzileiros Navais, Kevin Killea, chefe de operações contra o Estado Islâmico, disse que os fragmentos foram recolhidos perto de Makhmur a 11 de agosto pelos militares curdos e entregues às forças dos EUA na região.
 

“Conseguimos recolher fragmentos de alguns morteiros e efetuar testes. Detetámos a presença de HD, normalmente conhecido como gás mostarda. (…) É importante referir que este é um teste preliminar, não conclusivo, e que estes resultados mostram apenas a presença do químico”.

 
Killea acrescentou que os testes vão continuar, e mais respostas chegarão dentro de duas semanas.
 
O gás mostarda é um químico de Classe 1, segundo a Convenção de Armas Químicas, isto é, com poucas aplicações além da guerra.
 
Muito utilizado durante a primeira guerra mundial, o gás mostarda provoca lesões no aparelho respiratório, na pele, nos olhos e no sistema nervoso.