
Sandra Denise Major, de 20 anos, foi vista pela última vez a entrar num camião, a 22 de dezembro de 1982. Quase 30 anos depois, um primo da jovem viu um filme sobre o famoso «Assassino do Rio Green» e a sua suspeita foi certeira: a prostituta desaparecida foi uma das vítimas do famoso serial killer Gary Leon Ridgway.
A família enviou amostras de ADN aos investigadores, que confirmaram que os restos mortais da jovem de Rochester, Nova Iorque, faziam parte das 49 vítimas que o «Assassino do Rio Green» confessou ter matado no Estado de Washington.
«A família contou que um dos primos estava a ver o filme sobre a captura do Assassino do Rio Green. Já que a última vez que souberam de Sandra esta estava em Seattle e estava a trabalhar como prostituta, a família contactou os detetives», explicou a sargento Cindi West, citada pela Reuters.
Gary Ridgway matou sobretudo fugitivas e prostitutas, na área entre Seattle e Tacoma, entre 1982 e 1998. Os primeiros corpos foram descobertos no rio Green, dando origem à sua alcunha.
Em comunicado, os familiares de Sandra detalharam como fizeram a ligação: sabiam que a jovem era prostituta e a última carta que lhes enviou tinha um selo de Seattle. «Nunca mais soubemos dela e não sabíamos o que lhe tinha acontecido», pode ler-se na nota.
O «Assassino do Rio Green», agora com 63 anos, admitiu, em 2003, que matou 48 mulheres, tornando-se o serial killer com mais condenações nos Estados Unidos. O acordo que fez para evitar a pena de morte implicou que confessasse todos os homicídios dos quais era suspeito na altura, ou qualquer outro que surgisse mais tarde com indícios da sua culpa. O ano passado, Gary Ridgway confirmou a existência de uma 49ª vítima.
Os restos mortais de Sandra foram encontrados a 30 de dezembro de 1985, perto de um cemitério de Auburn, local onde, noutras alturas, as autoridades recolheram os corpos de duas mulheres, também elas vítimas do «Assassino do Rio Green». Ainda há três vítimas de Gary Ridgway por identificar, sendo que a polícia espera que este caso inspire outros familiares de pessoas desaparecidas a enviarem amostras de ADN.
A família da jovem prostituta agradeceu aos investigadores: «Estamos gratos por finalmente sabermos o que aconteceu à Sandra, após todos estes anos».
O serial killer está em prisão perpétua, sem direito a liberdade condicional, numa penitenciária em Walla Walla. Segundo o procurador Ian Goodhew, Gary Ridgway «confessou o homicídio desta mulher, mas não se lembrava do seu nome».