Garrett Matthias, de apenas cinco anos, morreu há 10 dias, na sequência de um tumor raro que ataca o osso temporal e o nervo craniano. Dias antes de morrer, o menino de cinco anos ditou aos pais o próprio obituário.

Os pais de Garrett tornaram a despedida do filho pública, como forma de "celebrar a vida" da criança.

De acordo com o The Guardian, que conta a história de Garrett, os pais queriam deixar escritas todas as vontades e sonhos que o filho não ia conseguir concretizar. Daí a ideia de darem a oportunidade à criança de "escrever" o que queria que fosse dito na sua despedida. O resultado está a comover o mundo. 

No obituário pode ler-se todos os sonhos de Garrett. Nele, estão presentes todos os super-heróis e brincadeiras de uma criança de cinco anos, os desejos para um futuro que ele próprio sabia que não ia ter. O texto foi escrito pelos pais, Emilie e Ryan, que se certificaram de deixar tudo o que o filho queria deixar registado. 

No texto de despedida podemos conhecer os super-heróis de Garrett, como o Thor e o Batman, ou até mesmo a sua profissão de sonho: ser lutador de boxe profissional. O menino de cinco anos gostava de brincar com irmã, com o seu coelho de peluche azul ou com os Legos. Não gostava de vestir calças e odiava "o cancro estúpido e nojento" e as agulhas e máscaras de oxigénio, que a doença o obrigou a lidar diariamente.

O menino gostava das cores azul, vermelho, preto e verde. Adorava bandas desenhadas e não passava sem ver o Thor, o Iron Man e o Hulk nos 'quadradinhos' de BD. 

Os pais queriam ter a certeza que tudo ficava como o filho queria e, por isso, também lhe perguntaram se preferia ser cremado ou enterrado. E a resposta foi à altura da idade. Queria ser cremado "como a mãe do Thor". Assim ia conseguir transformar-se numa árvore e viver nela quando fosse gorila.

E, como "os funerais são tristes", queria "cinco insufláveis", cada insuflável por cada ano que tinha. Os desejos do filho foram cumpridos pelos pais, numa cerimónia que decorreu no sábado, no estado do Iowa, nos Estados Unidos.

No final do texto memorial, Emilie e Ryan agradeceram a todos os profissionais de saúde que "trabalharam incansavelmente" para curar o filho.

Garrett suportou nove meses de inferno antes de perder a batalha contra o cancro. Durante esse tempo, nunca perdeu o sentido de humor e adorava brincar com os médicos e enfermeiros", lê-se no texto.