O uso de cábulas durante o 'Gaokao' chinês, o maior exame de acesso à universidade do mundo, passou a ser um crime punido com pena de prisão até sete anos, afirmou hoje a imprensa local.

A medida insere-se numa campanha das autoridades contra esquemas fraudulentos, que vão desde o uso de lembretes até sofisticados métodos, num teste de conhecimento considerado "crucial à meritocracia chinesa".

Pelas contas do Governo chinês, de um total de quase dez milhões de adolescentes que esta semana se submetem ao 'Gaokao', apenas 3,25 milhões vão conseguir entrar na universidade.

Entre aqueles, só alguns milhares terão acesso às universidades de topo do país, que garantem maiores probabilidades de um bom futuro profissional ou académico.

Segundo o Ministério da Educação, nas últimas semanas foram detidos 170 suspeitos e apreendidas seis mil peças de material, incluindo informação sobre o exame comercializada 'online' e equipamento utilizado para copiar.