Uma cadela que transporta na boca uma cria completamente carbonizada está a comover os espanhóis e a tornar-se símbolo das consequências devastadoras dos incêndios na Galiza.

Nas redes sociais têm circulado, a exemplo de Portugal, muitas fotografias que ilustram a dureza da tragédia. Uma das que tem causado mais impacto e gerado mais partilhas e comentários foi tirada pelo fotógrafo Salvador Sas, para a agência EFE.

A difusão da imagem ganhou especial fôlego depois do partido PACMA, que defende os direitos dos animais e do meio ambiente, a ter partilhado no Twitter.

Com o cadáver carbonizado da sua cria depois do incêndio de Chandebrito. Não a pôde proteger, mas procurou-a até a encontrar”, refere a legenda.

 

De acordo com o jornal El País, a fotografia foi tirada por Salvador Sas na terça-feira, dia 17 de outubro, no rescaldo do incêndio na aldeia de Chandebrito, no município de Nigrán, em Pontevedra, onde morreram duas das quatro vítimas dos fogos naquela região espanhola.

As vítimas mortais em Chandebrito são duas idosas que, ao tentarem fugir das chamas num carro, foram atingidas por um pinheiro que caiu sobre o veículo, encarcerando-as.

Já no que diz respeito às vítimas que os incêndios fizeram na fauna, o Partido Animalista - PACMA entregou ao Governo, na quarta-feira, um plano para a retirada de animais em situações de catástrofe. Para apresentar esse plano, o partido espanhol de defesa dos direitos dos animais, do meio ambiente e da justiça social realizou, também na quarta-feira, um ação junto ao Ministério espanhol do Interior, em Madrid.

 Eles não podem olhar para o outro lado, os animais importam”, afirma uma porta-voz do PACMA numa mensagem publicada na conta oficial do partido no Twitter. A mesma porta-voz afirma que milhares de animais perderam a vida nos incêndios da Galiza.

 

Criar centros de abrigo para os animais, inclusive para os retirados de quintas e herdades, definir um plano de retirada de animais das habitações, obrigar os jardins zoológicos a criar planos de evacuação, formar voluntários que prestem ajuda e assistência, coordenados com os serviços de emergência, são algumas das propostas que fazem parte do plano apresentado pelo PACMA.