O Governo do México declarou a situação de "emergência extraordinária" para vários municípios da costa do Pacífico por causa da aproximação do furacão Patrícia, que alcançou a categoria máxima e é "potencialmente catastrófico". É um dos piores de sempre de que há registo, o maior no hemisfério ocidental. As autoridades procederam já à evacuação de algumas zonas.

De acordo com o weather.com, o furacão Patrícia ganhou velocidade na quinta-feira à noite, tornando-se o furacão mais forte alguma vez registado no Oceano Pacífico. Segundo a AP, a tempestade atingiu a categoria 5, o nível máximo para categorizar a força de um furacão.

Ao início da tarde desta sexta-feira (final de tarde em Lisboa), ganhou rapidez pelo Pacífico até à costa ocidental do México, nomeadamente Jalisco.

O furacão tem um olho com nove quilómetros de diâmetro, desloca-se para norte a 19 quilómetros por hora e com ventos de 325 quilómetros/horas, com rajadas de vento até os 400 quilómetros/hora.

Atualmente, encontra-se a 220 quilómetros a sul do cabo Corrientes (Jalisco) e a 155 quilómetros a sul da Playa Perula, Jalisco, por onde as autoridades pensam que vai atingir terra.

Contactada pela agência Lusa, a embaixada de Portugal no México esclareceu que a comunidade portuguesa que possa vir a ser afetada pela passagem do furacão já se encontra alertada. Até ao momento, não foi informada sobre a presença de turistas em Jalisco, o primeiro Estado mexicano a ser atingido pelo furacão.

O Serviço Meteorológico Nacional (SMN) do México advertiu que o furacão Patrícia é "extremamente perigoso" e "favorecerá chuvas intensas e pontualmente torrenciais nos estados do sul e ocidente do país”.  São mais do que certas tempestades tropicais também para todo o continente americano.

O SMN recomendou à população extrema precaução devido às chuvas, vento e ondulação.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, o furacão Patrícia está ainda a ganhar força e já é comparável com o tufão Haiyan, que assolou a costa das Filipinas, em 2013. O desastre natural vitimou quase quatro mil pessoas e  deixou 19 mil feridos. Na altura, grande parte da zona costeira ficou destruída e a reconstrução da região custou ao governo cerca de quatro mil milhões de euros.