Uma semana depois da passagem do furacão Matthew pelo Haiti é a cólera que agora mata no país.

Segundo números oficiais, já morreram 13 pessoas nos últimos seis dias. Há ainda 128 casos confirmados e perto de duas centenas de casos suspeitos, sendo que todos os pacientes estão a ser tratados ou sob vigilância.

Foi feito um grande esforço para evitar que a cólera se espalhasse, mas o furacão veio acelerá-la”, diz o presidente interino do Haiti, Jocelerme Privert, citado pela CNN.

Uma epidemia de cólera atingiu o Haiti na sequência do terramoto de 2010, causando até agora mais de 10 mil mortes.

A cólera, que se espalha através da contaminação de água e alimentos, causa vómitos e diarreia que podem levar à desidratação.

O Haiti tem uma das maiores taxas de cólera no mundo, com mais de 27.000 casos suspeitos reportados só em 2016.

Antes do furacão, apenas uma em cada três pessoas tinha acesso a instalações sanitárias adequadas e só duas em casa cinco tinham acesso a água potável. Nas zonas rurais estes números são mais baixos.

O sul do país, concretamente as províncias de Sud e Grand’Anse, são as zonas mais afetadas.

O coordenador das missões humanitárias da ONU, Mourad Wahba, afirmou que o Haiti enfrenta o maior desastre humanitário desde o terramoto em 2010.