O furacão José, que se encontra no Atlântico a 950 quilómetros a este das Antilhas Pequenas, evoluiu para a categoria 3, com ventos de 195 km/h, indicou o Centro norte-americano de Furacões (NHC), nesta quinta-feira.

Este furacão, que em poucas horas passou de categoria 1 a 3, avança a 30 km/h na direção oeste-noroeste, precisou o NHC.

O José segue no rasto do furacão Irma, uma depressão de categoria 5, a mais elevada na escala Saffir-Simpson, que devastou já várias ilhas das Caraíbas.

Três furacões estão a progredir em simultâneo no Atlântico, depois de as tempestades José e Katia ascenderem a esta categoria, juntando-se assim ao Irma, que já deve contar com mais de dez mortos no seu rasto de destruição pelas Caraíbas.  É que já esta sexta-feira, a Lusa noticiou que, pelo menos, quatro pessoas morreram nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos em resultado da passagem do furacão, segundo o gabinete do governador local, Kenneth Map, e um serviço de proteção civil. 

Três furacões estão a progredir em simultâneo no Atlântico, depois das tempestades José e Katia passarem a esta categoria, juntando-se assim ao Irma.

Cerca de 1,2 milhões de pessoas foram já afetadas pela passagem do Irma nas Caraíbas, um número que poderá alcançar os 26 milhões de pessoas, de acordo uma previsão divulgada hoje pela Cruz Vermelha Internacional.

O Irma dirige-se agora em direção às ilhas Turcas e Caicos e às Bahamas, segundo previsões da NHC.

O furacão pode atingir o norte de Cuba na sexta-feira à noite ou no sábado de manhã e depois evoluir para a costa sudeste dos Estados Unidos, atingindo primeiro a Florida e depois a Geórgia e a Carolina do Sul.

A ameaça de estarem prestes e enfrentar o mais intenso furacão de sempre levou os habitantes da Florida a correr para se abastecerem de três elementos básicos para estas situações: água, gasolina e material para protegerem as casas dos ventos ciclónicos.